Posts Tagged ‘produção gráfica’

Como é feita uma revista?

Aproveitando que estava na Colorset aprovando o calendário de final de ano da Granado, dei uma volta com o consultor gráfico e amigo Helinho para conhecer melhor o que acontece por detrás das máquinas.

Foi uma visitinha rápida mas já deu para mostrar aqui como é feita uma revista (encaderação, grampo, corte e saída dá maquina), uma conta de gás (picote e vinco) e um vista rápida do estoque dos resíduos de papel.


O arquivo dá revista é previamente preparado (imposição) e a folhas com todas as páginas fica dobrada, recebe os grampos e é cortada.


Aqui por volta de 0:15 é a parte que entram os grampos. Por volta de 0:35 é feito o corte e a revista sai prontinha.


Assim nasce a base para a conta de gás de cada um de nós.


Por fim são estocados os resíduos de papel da gráfica.

OBS: Na época deste vídeo a Colorset ainda não havia conseguido a certificação FSC. Após a certificação vamos conferir como é feito o armazenamento do papel certificado, que deve ser feito de um modo único a fim de manter a cadeia de certificação.

Gráfica Burti, um modelo de sustentabilidade

Sempre tive a imagem da Burti como uma gráfica paulista de grande porte onde os preços seria inacessíveis para clientes pequenos e médios. Era um caso onde a fama dos seus trabalhos inviabilizava os baixos orçamentos. Fora a distância do Rio de Janeiro, onde resido.

Anos depois me encontrei de novo com a Burti, na minha busca por parceiros que tenham a questão sócio-ambiental como meta resolvi testar seus serviços e de acordo com eles não é diferencial, é obrigação.

Presente em todo o território nacional e internacional através de suas operações centrais em São Paulo e escritórios regionais no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Los Angeles, a Burti é mais uma boa opção para a redução dos impactos ambientais trabalhos gráficos.

Continue lendo a lista de atributos da gráfica que podem fazer a diferença no resultado final do seu trabalho.

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Guia Técnico Ambiental sobre Tintas e Vernizes

Ontem li no site da Inovação Tecnológica que uma equipe da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, afirma ter descoberto uma forma de revolucionar a impressão tradicional, abolindo as tintas, fazendo uma impressão em cores totais que fica pronta em um instante e que é capaz de reproduzir as cores encontradas na natureza.

De acordo com eles, o avanço da microscopia permitiu que eles compreendessem como as cores vistas na natureza, principalmente os padrões iridescentes e ultrabrilhantes encontrados nas penas dos pássaros, nas asas das borboletas e nas carapaças de vários insetos cores vivas podem ser facilmente reproduzidas.

Enquanto essa tecnologia não está desenvolvida para uso comercial, segue um grande achado para nós designers, o Guia Técnico Ambiental sobre Tintas e Vernizes, disponível no site da ABRAFATI, fruto da parceria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

O Guia explica detalhadamente o processo de fabricação das tintas líquidas e em pó e vernizes desde a pesagem dos elementos até o envase, seus componentes e matérias-primas, termos técnicos, os aspectos e impactos ambientais e ainda medidas para uma produção mais limpa.

Indispensável para quem quer entender mais sobre esse componente primordial dos impressos.

#ficadica:  A tinta vermelha é uma das que mais demora para secar, portanto nos trabalhos urgentes, cuidado!

Fornecedores gráficos – Greenwashing

Semanalmente recebo diversos mostruários de fornecedores gráficos querendo fazer trabalhos aqui para a empresa. A maioria manda um envelope comum (offset ou couchet) e alguns trabalhos como exemplo e uma cartinha de apresentação e a listagem das máquinas e serviços.

Impresso antes de abrir.

Ontem chegou em minhas mãos, o material de uma gráfica – que até então prefiro não citar o nome – vendendo a idéia de ser uma empresa reciclável e ecológicamente responsável. A primeira vista tudo OK: formato fechado 20 x 20 cm impresso em policromia (4×4 – CMYK),  conceito “eco” todo pensado (uma mão segurando um montinho de terra com uma árvore nascendo), selo de reciclado no verso, material fechado nas dobras, sem uso de cola quente. No interior a tal cartinha de apresentação com 19 x 19 cm, um postal de 14 x 9 cm e uma tabela de aproveitamento de papel com as folhas 89 x 117 cm, 76 x 112 cm, 66 x 96 cm e 64 x 88 cm. Hum…., pensei eu!

De primeira não percebi as reais intenções do material.

Abri todo material, espalhei na mesa e mais uma vez vi a grande jogada que começou a pintar ultimamente: todo mundo quer ser verde! Os fornecedores começaram a perceber a demanda pelo ecodesign, a impressão limpa, o sustentável, e como o tilintar das moedas começou a ecoar mais alto, todo mundo quer por o seu pézinho em Gaia.

O kit completo: pasta, posta, carta de apresentação e tabela de corte.

Analisando o material: plastificação e textura reciclada

O kit promocional bate de frente com a proposta de vender a gráfica como uma opção ecológica e o fuzilamento do próprio pé continuou com a análise do kit.

Todos os impressos estavam plastificados e impressos em 4×4 (CMYK), a salvo a tabela de aproveitamento de papel, que impressa em papel off-set, 2 cores e 1 dobra, era a mais pertinente. Ainda assim poderia ser impressa em uma cor, o que não diminuiria em nada o projeto.

A carta de apresentação, em “papel reciclato”, tinha um detalhe curioso: a logo da empresa apresentava uma grande área branca. Adesivo? Um calço com tinta branca? Não! Ela estava lá branquinha, limpinha como um digno couché texturizado com reciclado. A malandragem usada muitas vezes em anúncios e impressos em geral, dava as caras novamente. A não ser que já tenham lançado um papel reciclado com um lado “sujo” e o outro branco, fica difícil acreditar!

Detalhe do "papel reciclado" branco.

O postal que repetia as informações da carta poderia ter sido eliminado do kit. O verso, com uma foto de um bucólico bosque de árvores nativas, ajudava na queimada de filme com os seguintes dizeres: “100% do papel utilizado pela XXX Gráfica é reciclado ou provém de floresta plantada”. Não acredito que estejam usando o papel Silprint e até onde sei todas as árvores são plantadas. Escreveu, não leu, o pau comeu!

O último material analisado foi a embalagem de envio. As soluções mais usuais para oferecer maior proteção e durabilidade aos impressos é laminação, plastificação ou o uso de sacos plásticos. Nesse caso optou-se pela plastificação e o aumento da gramatura e ao menos não houve o uso de sacos plásticos. Já o fechamento da peça foi feito com um selinho adesivo plastificado e impresso em policromia pareceu ser uma opção rápida. Vale lembrar que há muitas opções de fechamento sem o uso de colas, utilizando dobras e encaixes.

Greewashing?

Greenwashing funciona mais ou menos assim: o sujeito vai lá, planta uma árvore, cortar dez e divulga que ajuda o meio ambiente porque plantou uma, omitindo o corte das dez. Trata-se do uso de idéias ambientais para construção de uma imagem pública positiva de “amigo do meio ambiente”, não é condizente com a real gestão, negativa e causadora de degradação ambiental.”

Na Wikipédia, “Greenwashing (traduzido geralmente como “branqueamento ecológico”) é um termo utilizado para designar um procedimento de marketing utilizado por uma organização (empresa, governo, etc) com o objectivo de dar à opinião pública uma imagem ecologicamente responsável dos seus serviços ou produtos, ou mesmo da própria organização. Neste caso, a organização tem, porém, uma actuação contrária aos interesses e bens ambientais“.

Um post bem interessante sobre greenwashing no blog Faça a sua parte fala de maneira abrangente sobre a prática e cita vários links legais. Outro post que curti foi o “Nem tão responsáveis assim” no blog ComCiência, onde é citada a dissertação de mestrado da bióloga Ana Flávia Ferro, demosntrando que algumas empresas brasileiras têm adotado essa prática como um diferencial que gera vantagens competitivas.

Um outro lado da moeda é o greenhushing onde as empresas, com medo de serem taxadas de marketeiras, não publicam suas ações ambientais, o que pode acabar sendo tão danoso quanto a mentira verde. Para quem sabe inglês, segue o link para o post sobre greehushing no TreeHugger.

Para finalizar fica a pergunta: você acha que deveria postar as imagens do kit da gráfica sem omitir a logo deles?

PENSE: Invés de grampear folhas dos layouts, utilize clipes que podem ser reutilizáveis.

Produção gráfica sustentável: Um estudo para designers

Aconteceu nos dias 5 e 6 de novembro, na Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo, o II Simpósio Brasileiro de Design Sustentável.

O Simpósio Internacional sobre Design Sustentável (ISSD), organizado em conjunto com o Simpósio Brasileiro de Design Sustentável (SBDS), são os mais importantes eventos científicos da América do Sul sobre a questão do Design Sustentável. O evento reúniu designers profissionais, acadêmicos, governo e indústria para discutir conceitos, ferramentas e metodologias sobre a concepção e contribuição para uma sociedade mais sustentável.

Segue abaixo as impressões da Elisa Quartim Barbosa do blog ótimo que sigo sempre Embalagem Sustentável.

Produção gráfica sustentável: Um estudo para designers
Everton Baria, orientação de Regina Wilke

Nele foi apresentado o impacto de todos os materiais usados em gráficas, desde as tintas até a estopa para a limpeza. Organizado em uma tabela, facilita o designer a precionar as gráficas a melhorar seus processo de impressão.

Baixe o PDF com o o artigo completo aqui.

PS: Ainda não li mas em breve comento.

Via Embalagem Sustentável.