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Gráfica Burti, um modelo de sustentabilidade

Sempre tive a imagem da Burti como uma gráfica paulista de grande porte onde os preços seria inacessíveis para clientes pequenos e médios. Era um caso onde a fama dos seus trabalhos inviabilizava os baixos orçamentos. Fora a distância do Rio de Janeiro, onde resido.

Anos depois me encontrei de novo com a Burti, na minha busca por parceiros que tenham a questão sócio-ambiental como meta resolvi testar seus serviços e de acordo com eles não é diferencial, é obrigação.

Presente em todo o território nacional e internacional através de suas operações centrais em São Paulo e escritórios regionais no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Los Angeles, a Burti é mais uma boa opção para a redução dos impactos ambientais trabalhos gráficos.

Continue lendo a lista de atributos da gráfica que podem fazer a diferença no resultado final do seu trabalho.

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Gráficas Certificadas com o FSC

Para os que querem saber sobre gráficas que estão certificadas com o selo FSC. Vai uma dica com dois bancos de dados com fornecedores de produtos certificados.

O banco de dados do FSC Global Marketplace é fruto da parceria com o FSC Brasil e o FSC Alemanha.  Acessando a busca você consegue achar diversos fornecedores de coisas que você nem imagina que encontraria. Vale a pena dar uma passeada pela busca e ver o que se produz. Obs: Fiquem atentos com a atualização do site. Um texto introdutório explica como ela é feita.

Já o Guia Brasil do Meio Ambiente você vai encontrar produtos com diversos tipos de certificação. Não existe uma ferramente da busca bem feita e ainda puseram as gráficas em uma categoria muito abrangente chamada CADEIA DE CUSTÓDIA. Ok, está correto, mas facilitaria basatnte se fossse GRÁFICAS. Vá rolando pelas quase 10 páginas e encontrará muitas gráficas no brasil.

Gráficas certificadas no Rio de Janeiro

No Rio temos três gráficas certificadas – Minister, a Ediouro e a Nova Brasileira – e uma finalizando seu processo de certificação – Colorset. De acordo com o consultor gráfico Helinho da Colorset, em breve eles concluirão o processo.

Em FORNECEDORES, uma listagem mais completa por estados.

BARGANHE: Tente conversar com os seus chefes sobre a possibilidade de chegar e sair uma ou duas horas antes ou depois do horário padrão. Você diminuirá o fluxo de pessoas nos horários de picos e o trajeto de casa será menos estressante.

Fornecedores gráficos – Greenwashing

Semanalmente recebo diversos mostruários de fornecedores gráficos querendo fazer trabalhos aqui para a empresa. A maioria manda um envelope comum (offset ou couchet) e alguns trabalhos como exemplo e uma cartinha de apresentação e a listagem das máquinas e serviços.

Impresso antes de abrir.

Ontem chegou em minhas mãos, o material de uma gráfica – que até então prefiro não citar o nome – vendendo a idéia de ser uma empresa reciclável e ecológicamente responsável. A primeira vista tudo OK: formato fechado 20 x 20 cm impresso em policromia (4×4 – CMYK),  conceito “eco” todo pensado (uma mão segurando um montinho de terra com uma árvore nascendo), selo de reciclado no verso, material fechado nas dobras, sem uso de cola quente. No interior a tal cartinha de apresentação com 19 x 19 cm, um postal de 14 x 9 cm e uma tabela de aproveitamento de papel com as folhas 89 x 117 cm, 76 x 112 cm, 66 x 96 cm e 64 x 88 cm. Hum…., pensei eu!

De primeira não percebi as reais intenções do material.

Abri todo material, espalhei na mesa e mais uma vez vi a grande jogada que começou a pintar ultimamente: todo mundo quer ser verde! Os fornecedores começaram a perceber a demanda pelo ecodesign, a impressão limpa, o sustentável, e como o tilintar das moedas começou a ecoar mais alto, todo mundo quer por o seu pézinho em Gaia.

O kit completo: pasta, posta, carta de apresentação e tabela de corte.

Analisando o material: plastificação e textura reciclada

O kit promocional bate de frente com a proposta de vender a gráfica como uma opção ecológica e o fuzilamento do próprio pé continuou com a análise do kit.

Todos os impressos estavam plastificados e impressos em 4×4 (CMYK), a salvo a tabela de aproveitamento de papel, que impressa em papel off-set, 2 cores e 1 dobra, era a mais pertinente. Ainda assim poderia ser impressa em uma cor, o que não diminuiria em nada o projeto.

A carta de apresentação, em “papel reciclato”, tinha um detalhe curioso: a logo da empresa apresentava uma grande área branca. Adesivo? Um calço com tinta branca? Não! Ela estava lá branquinha, limpinha como um digno couché texturizado com reciclado. A malandragem usada muitas vezes em anúncios e impressos em geral, dava as caras novamente. A não ser que já tenham lançado um papel reciclado com um lado “sujo” e o outro branco, fica difícil acreditar!

Detalhe do "papel reciclado" branco.

O postal que repetia as informações da carta poderia ter sido eliminado do kit. O verso, com uma foto de um bucólico bosque de árvores nativas, ajudava na queimada de filme com os seguintes dizeres: “100% do papel utilizado pela XXX Gráfica é reciclado ou provém de floresta plantada”. Não acredito que estejam usando o papel Silprint e até onde sei todas as árvores são plantadas. Escreveu, não leu, o pau comeu!

O último material analisado foi a embalagem de envio. As soluções mais usuais para oferecer maior proteção e durabilidade aos impressos é laminação, plastificação ou o uso de sacos plásticos. Nesse caso optou-se pela plastificação e o aumento da gramatura e ao menos não houve o uso de sacos plásticos. Já o fechamento da peça foi feito com um selinho adesivo plastificado e impresso em policromia pareceu ser uma opção rápida. Vale lembrar que há muitas opções de fechamento sem o uso de colas, utilizando dobras e encaixes.

Greewashing?

Greenwashing funciona mais ou menos assim: o sujeito vai lá, planta uma árvore, cortar dez e divulga que ajuda o meio ambiente porque plantou uma, omitindo o corte das dez. Trata-se do uso de idéias ambientais para construção de uma imagem pública positiva de “amigo do meio ambiente”, não é condizente com a real gestão, negativa e causadora de degradação ambiental.”

Na Wikipédia, “Greenwashing (traduzido geralmente como “branqueamento ecológico”) é um termo utilizado para designar um procedimento de marketing utilizado por uma organização (empresa, governo, etc) com o objectivo de dar à opinião pública uma imagem ecologicamente responsável dos seus serviços ou produtos, ou mesmo da própria organização. Neste caso, a organização tem, porém, uma actuação contrária aos interesses e bens ambientais“.

Um post bem interessante sobre greenwashing no blog Faça a sua parte fala de maneira abrangente sobre a prática e cita vários links legais. Outro post que curti foi o “Nem tão responsáveis assim” no blog ComCiência, onde é citada a dissertação de mestrado da bióloga Ana Flávia Ferro, demosntrando que algumas empresas brasileiras têm adotado essa prática como um diferencial que gera vantagens competitivas.

Um outro lado da moeda é o greenhushing onde as empresas, com medo de serem taxadas de marketeiras, não publicam suas ações ambientais, o que pode acabar sendo tão danoso quanto a mentira verde. Para quem sabe inglês, segue o link para o post sobre greehushing no TreeHugger.

Para finalizar fica a pergunta: você acha que deveria postar as imagens do kit da gráfica sem omitir a logo deles?

PENSE: Invés de grampear folhas dos layouts, utilize clipes que podem ser reutilizáveis.