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Palestra sobre design gráfico sustentável na UFRJ

E a IV edição do curso de Ecodesign com base nas normas ISO 14.000 está chegando e a novidade é que vou falar sobre design gráfico sustentável.

A palestra que acontece no dia 02/08 às 16:30 terá 1 hora de duração e vai abordar temas como planejamento de comunicação, as etapas da criação de um impresso analisando as necessidades do projeto, os diversos tipos de acabamentos e técnicas para a redução da pegada de carbono. No fim deve rolar uma dinâmica de grupo para facilitar a assimilação do tema.

Ainda há vagas e as inscrições continuam abertas. Continue lendo

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IV Edição do Curso de Ecodesign com Base nas Normas ISO 14.000

Foi com o maior alegria que recebi o email da professora Suzana Gueiros avisando que a IV edição do curso de Ecodesign com base nas normas ISO 14.000 já estão abertas.

Quem não se lembra, eu publiquei um post no ano passando falando sobre o curso e a minha participação (sim eu participe!). Até tentei diariamente publicar o conteúdo mas como foi muito intenso – o dia inteirinho – não dei conta do recado e fiquei só pelo twitter mesmo. Chegava em casa e ficava lendo o material e caia na cama para estar de pé cedinho para mais aulas.

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Diretrizes para design gráfico sustentável, por pelo Nelson Smythe.

Mais umas boas dicas do mestre em design pela UFPR, Nelson Smythe Jr. Ele é consultor em design gráfico e sustentabilidade e chefia a Aurus, uma agência focada na questão ambiental.

Após as valiosas dicas vocês podem conferir o trabalho dele no site do escritório.

 PROCESSOS 
 Pré-impressão Utilizar CTP, as chapas são gravadas eletronicamente, eliminando os fotolitos e os decorrentes resíduos tóxicos da sua produção.
 Impressão Utilizar offset waterless (elimina a solução umidificadora) reduz as emissões totais de VOCs.
 PAPEL
 Gramatura Usar papéis de menor gramatura. Selecionar papel sem revestimento sempre que possível.
 Branqueamento Não utilizar papéis branqueados com cloro. Especifique papéis TFC ou ECF.
 Certificação FSC Se usar papel virgem, considerar um que tenha certificação FSC.
 Reciclados Escolher papéis que contenham o máximo de conteúdo reciclado pós-consumo (PCW) – Ideal 100% PCW.
 Tamanho Projetar num formato menor e com menos páginas, se for o caso; economizando papel, tinta, água, diminuindo as emissões de carbono na distribuição e ainda custos de postagem. Considerar os formatos levando em conta os tamanhos industriais das resmas, para que o aproveitamento seja máximo e assim minimizada a quantidade de aparas.
 TINTAS
 Geral Usar o mínimo de cores e tintas, diminuindo custos, consumo de líquidos para limpar as máquinas de impressão e resíduos. Minimizar a cobertura de tinta torna o produto mais fácil para reciclar (o processo de de-ink é facilitado).
 Eco-tintas Empregar tintas à base de óleos vegetais (com baixas emissões de VOCs). Especificar àquelas que possuem base vegetal maior, se não conseguir usar tintas livres de óleos minerais, procurar aquelas com menos de 10% de VOCs.
 ACABAMENTOS Especificar vernizes e coberturas à base d’água (com baixa emissão de VOCs) ao invés de coberturas UV e laminações. Evitar o uso de PVC e outros materiais não recicláveis nas capas e em embalagens. Evitar revestimentos UV, laminações, termografia e hotstamping, eles impedem ou dificultam a reciclagem.
 LOCALIZAÇÃO Especificar recursos locais, fornecedores como gráficas e produtoras e distribuidores de papel que estejam localizadas o mais próximo possível do usuário final, facilitando a distribuição, reduzindo os impactos de transporte e valorizando a mão de obra local.

III Curso de Extensão em Ecodesign na UFRJ/RJ

Vai rolar entre os dias 1 e 11 de março, no Centro de Tecnologia(CT/UFRJ), o III Curso de Extensão Ecodesign com base nas normas ISO 14000. O curso será ministrado por professores da Escola de Belas-Artes (EBA/UFRJ), da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/UFRJ) e da Escola Politécnica/UFRJ, além de palestrantes convidados. O evento é interdisciplinar e dispõe de 50 vagas.

Pena que não estou de féria para poder fazer. HUNF! Quem sabe no próximo.

Inscrições
Vagas abertas até 25 de fevereiro.As solicitações de inscrição devem ser enviadas para gueiros@cos.ufrj.br e ecodesign_ufrj@yahoo.com.

Investimento
Para formados, a taxa de inscrição é de R$ 400. Já os estudantes, pagam R$ 280. Será oferecido desconto de 30% para quem se inscrever até esta quinta, dia 4.

Carga horária
50 horas

Mais informações
Pelos emails gueiros@cos.ufrj.br e ecodesign_ufrj@yahoo.com.

Fonte: UFRJ e Olhar Virtual (Diogo Cunha – dmvi@reitoria.ufrj.br)

Bicicletas + verdes e design

Resolvi de última hora participar da promoção Recicle um Post da RedeEcoBlogs e lá vai minha contribuição.

A bicicleta Dahon é super charmosinha e deve ser ótimo poder chegar no trabalho, dobrá-la e guardar debaixo da mesa. Não sei se é resistente no dobra-dobra diário, e isso só o tempo dirá.

Como todo bem durável, ela terá um fim, pode ser ficando enferrujada, quebrada ou sem uso e por isso resolvi pesquisar algumas alternativas para esse meio de transporte tão comum em Amsterdam e na China.

A primeira dica seria torná-la mais verde transformando a energia que “vai embora” nas pedaladas em carga para o celular. A invenção foi criada pelo designer Oscar L´Hermitte e se chama Watts Maker. Tem uma entrevista rápida no blog Wire Fly com o inventor da dita cuja. E o MIT não deixa por pouco e desenvolveu uma roda inteligente que armazena energia para usar em subidas e outras situações. A idéia é incentivar o uso das magrelas em longas distancias.

Partindo para uma solução pós-consumo o estúdio Bike Furniture projeta móveis super modernos a partir de bicicletas reaproveitadas. No site deles  você poder ver todas as últimas criações e quem sabe até encomendar um projeto.

Na mesma linha há o pessoal do Resource Revival, que desde 1994, cria acessórios e objetos de decoração, reaproveitando as bikes. A idéia por essa onda toda partiu de Graham Bergh.

E para quem quer fazer a sua própria criação em casa, segue um tutorial de como construir a sua própria bicicleta utilizando materiais facilmente encontrados nas cidades.

Em tempos que as bicicletas públicas do Rio de janeiro foram todas roubadas, poderia ser uma ótima solução!

#ficadica: Proteste contra o uso abusivo de carros na Pedalada Pelada. A próxima vai rolar no sábado, dia 13 de março de 2010 às 12h. A concentração para pintura dos corpos e preparação das alegorias vai ser na Praça do Ciclistae a pedalada começa às 14h. Super refrescante!

Fornecedores gráficos – Greenwashing

Semanalmente recebo diversos mostruários de fornecedores gráficos querendo fazer trabalhos aqui para a empresa. A maioria manda um envelope comum (offset ou couchet) e alguns trabalhos como exemplo e uma cartinha de apresentação e a listagem das máquinas e serviços.

Impresso antes de abrir.

Ontem chegou em minhas mãos, o material de uma gráfica – que até então prefiro não citar o nome – vendendo a idéia de ser uma empresa reciclável e ecológicamente responsável. A primeira vista tudo OK: formato fechado 20 x 20 cm impresso em policromia (4×4 – CMYK),  conceito “eco” todo pensado (uma mão segurando um montinho de terra com uma árvore nascendo), selo de reciclado no verso, material fechado nas dobras, sem uso de cola quente. No interior a tal cartinha de apresentação com 19 x 19 cm, um postal de 14 x 9 cm e uma tabela de aproveitamento de papel com as folhas 89 x 117 cm, 76 x 112 cm, 66 x 96 cm e 64 x 88 cm. Hum…., pensei eu!

De primeira não percebi as reais intenções do material.

Abri todo material, espalhei na mesa e mais uma vez vi a grande jogada que começou a pintar ultimamente: todo mundo quer ser verde! Os fornecedores começaram a perceber a demanda pelo ecodesign, a impressão limpa, o sustentável, e como o tilintar das moedas começou a ecoar mais alto, todo mundo quer por o seu pézinho em Gaia.

O kit completo: pasta, posta, carta de apresentação e tabela de corte.

Analisando o material: plastificação e textura reciclada

O kit promocional bate de frente com a proposta de vender a gráfica como uma opção ecológica e o fuzilamento do próprio pé continuou com a análise do kit.

Todos os impressos estavam plastificados e impressos em 4×4 (CMYK), a salvo a tabela de aproveitamento de papel, que impressa em papel off-set, 2 cores e 1 dobra, era a mais pertinente. Ainda assim poderia ser impressa em uma cor, o que não diminuiria em nada o projeto.

A carta de apresentação, em “papel reciclato”, tinha um detalhe curioso: a logo da empresa apresentava uma grande área branca. Adesivo? Um calço com tinta branca? Não! Ela estava lá branquinha, limpinha como um digno couché texturizado com reciclado. A malandragem usada muitas vezes em anúncios e impressos em geral, dava as caras novamente. A não ser que já tenham lançado um papel reciclado com um lado “sujo” e o outro branco, fica difícil acreditar!

Detalhe do "papel reciclado" branco.

O postal que repetia as informações da carta poderia ter sido eliminado do kit. O verso, com uma foto de um bucólico bosque de árvores nativas, ajudava na queimada de filme com os seguintes dizeres: “100% do papel utilizado pela XXX Gráfica é reciclado ou provém de floresta plantada”. Não acredito que estejam usando o papel Silprint e até onde sei todas as árvores são plantadas. Escreveu, não leu, o pau comeu!

O último material analisado foi a embalagem de envio. As soluções mais usuais para oferecer maior proteção e durabilidade aos impressos é laminação, plastificação ou o uso de sacos plásticos. Nesse caso optou-se pela plastificação e o aumento da gramatura e ao menos não houve o uso de sacos plásticos. Já o fechamento da peça foi feito com um selinho adesivo plastificado e impresso em policromia pareceu ser uma opção rápida. Vale lembrar que há muitas opções de fechamento sem o uso de colas, utilizando dobras e encaixes.

Greewashing?

Greenwashing funciona mais ou menos assim: o sujeito vai lá, planta uma árvore, cortar dez e divulga que ajuda o meio ambiente porque plantou uma, omitindo o corte das dez. Trata-se do uso de idéias ambientais para construção de uma imagem pública positiva de “amigo do meio ambiente”, não é condizente com a real gestão, negativa e causadora de degradação ambiental.”

Na Wikipédia, “Greenwashing (traduzido geralmente como “branqueamento ecológico”) é um termo utilizado para designar um procedimento de marketing utilizado por uma organização (empresa, governo, etc) com o objectivo de dar à opinião pública uma imagem ecologicamente responsável dos seus serviços ou produtos, ou mesmo da própria organização. Neste caso, a organização tem, porém, uma actuação contrária aos interesses e bens ambientais“.

Um post bem interessante sobre greenwashing no blog Faça a sua parte fala de maneira abrangente sobre a prática e cita vários links legais. Outro post que curti foi o “Nem tão responsáveis assim” no blog ComCiência, onde é citada a dissertação de mestrado da bióloga Ana Flávia Ferro, demosntrando que algumas empresas brasileiras têm adotado essa prática como um diferencial que gera vantagens competitivas.

Um outro lado da moeda é o greenhushing onde as empresas, com medo de serem taxadas de marketeiras, não publicam suas ações ambientais, o que pode acabar sendo tão danoso quanto a mentira verde. Para quem sabe inglês, segue o link para o post sobre greehushing no TreeHugger.

Para finalizar fica a pergunta: você acha que deveria postar as imagens do kit da gráfica sem omitir a logo deles?

PENSE: Invés de grampear folhas dos layouts, utilize clipes que podem ser reutilizáveis.

Vitor Paper – O papel feito de plásticos reaproveitados

Saiu em 3/11/09, uma reportagem no site da Época Negócios sobre um papel feito de dejetos plásticos. Trata-se do Vitopaper, um papel sintético feito de lixo plástico, mas “com aparência e toque do papel-cuchê”.

O site apresenta uma visão geral do papel, suas qualidades e usos. A animação do processo produtivo assusta num primeiro momento mas é fácil de assimilar.

” Os filmes de BOPP Vitopel são recicláveis, podendo ser reutilizados na produção de diversos artefatos.Durante o processo produtivo do BOPP Vitopel não há emissão de gases nocivos nem o descarte de resíduos sólidos no ambiente. As embalagens convertidas a partir de filmes de BOPP podem ser recicladas, desde que os insumos agregados durante a conversão sejam adequados, pela origem e quantidade empregada.O processo de queima (incineração) das embalagens pode ser utilizado para recuperação de energia por meio da geração de calor em caldeira, seja para uso do vapor ou para a geração de energia elétrica.”

Vamos verificar. Até breve.

Observe! Quando ficar até depois do expediente, perceba como várias pessoas esquecem de desligar o monitor antes de ir embora.