Archive for the ‘Fornecedores’ Category

Caixas de papelão mais do que sustentáveis

Parece uma ideia um pouco improvável, mas ela existe sim e há mais de 30 anos. A empresa Caixa de Papelão Deise trabalha no reaproveitamento de caixas de papelão usadas ou seminovas, como também são conhecidas. Ao invés de reciclar as caixas de papelão – processo que acaba utilizando produtos químicos e menos sustentáveis – a Caixa de Papelão Deise compra, seleciona, limpa e inverte as caixas para que possam ser utilizadas novamente. Este processo é feito com produtos que não agridem o meio ambiente, como por exemplo, a cola vegetal.

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Como é feita uma revista?

Aproveitando que estava na Colorset aprovando o calendário de final de ano da Granado, dei uma volta com o consultor gráfico e amigo Helinho para conhecer melhor o que acontece por detrás das máquinas.

Foi uma visitinha rápida mas já deu para mostrar aqui como é feita uma revista (encaderação, grampo, corte e saída dá maquina), uma conta de gás (picote e vinco) e um vista rápida do estoque dos resíduos de papel.


O arquivo dá revista é previamente preparado (imposição) e a folhas com todas as páginas fica dobrada, recebe os grampos e é cortada.


Aqui por volta de 0:15 é a parte que entram os grampos. Por volta de 0:35 é feito o corte e a revista sai prontinha.


Assim nasce a base para a conta de gás de cada um de nós.


Por fim são estocados os resíduos de papel da gráfica.

OBS: Na época deste vídeo a Colorset ainda não havia conseguido a certificação FSC. Após a certificação vamos conferir como é feito o armazenamento do papel certificado, que deve ser feito de um modo único a fim de manter a cadeia de certificação.

Gráfica Burti, um modelo de sustentabilidade

Sempre tive a imagem da Burti como uma gráfica paulista de grande porte onde os preços seria inacessíveis para clientes pequenos e médios. Era um caso onde a fama dos seus trabalhos inviabilizava os baixos orçamentos. Fora a distância do Rio de Janeiro, onde resido.

Anos depois me encontrei de novo com a Burti, na minha busca por parceiros que tenham a questão sócio-ambiental como meta resolvi testar seus serviços e de acordo com eles não é diferencial, é obrigação.

Presente em todo o território nacional e internacional através de suas operações centrais em São Paulo e escritórios regionais no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Los Angeles, a Burti é mais uma boa opção para a redução dos impactos ambientais trabalhos gráficos.

Continue lendo a lista de atributos da gráfica que podem fazer a diferença no resultado final do seu trabalho.

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Relatório Anual de Sustentabilidade

Vai chegando o final do ano e as empresas preparando seus relatórios anuais.  São projetos grandes e importantes pois apresentam os resultados das empresas no período, acompanhado de uma análise sobre esse desempenho. A sua confecção é feita por diversos escritórios de design, cada um com o seu foco e projeto específico. Apesar de ser um job institucional, e muitas vezes careta, os designers envolvidos costumam gostar deste trabalho pois certamente o produto final vai para o portfólio.

Se os conceitos são aplicados na vida real, se é tudo mentira ou tudo verdade, não tenho como confirmar, mas achei legal falar sobre o tema pois o material é bastante elucidativo, demonstrando os diversos campos da sustentabilidade.

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Gráficas Certificadas com o FSC

Para os que querem saber sobre gráficas que estão certificadas com o selo FSC. Vai uma dica com dois bancos de dados com fornecedores de produtos certificados.

O banco de dados do FSC Global Marketplace é fruto da parceria com o FSC Brasil e o FSC Alemanha.  Acessando a busca você consegue achar diversos fornecedores de coisas que você nem imagina que encontraria. Vale a pena dar uma passeada pela busca e ver o que se produz. Obs: Fiquem atentos com a atualização do site. Um texto introdutório explica como ela é feita.

Já o Guia Brasil do Meio Ambiente você vai encontrar produtos com diversos tipos de certificação. Não existe uma ferramente da busca bem feita e ainda puseram as gráficas em uma categoria muito abrangente chamada CADEIA DE CUSTÓDIA. Ok, está correto, mas facilitaria basatnte se fossse GRÁFICAS. Vá rolando pelas quase 10 páginas e encontrará muitas gráficas no brasil.

Gráficas certificadas no Rio de Janeiro

No Rio temos três gráficas certificadas – Minister, a Ediouro e a Nova Brasileira – e uma finalizando seu processo de certificação – Colorset. De acordo com o consultor gráfico Helinho da Colorset, em breve eles concluirão o processo.

Em FORNECEDORES, uma listagem mais completa por estados.

BARGANHE: Tente conversar com os seus chefes sobre a possibilidade de chegar e sair uma ou duas horas antes ou depois do horário padrão. Você diminuirá o fluxo de pessoas nos horários de picos e o trajeto de casa será menos estressante.

Fornecedores gráficos – Greenwashing

Semanalmente recebo diversos mostruários de fornecedores gráficos querendo fazer trabalhos aqui para a empresa. A maioria manda um envelope comum (offset ou couchet) e alguns trabalhos como exemplo e uma cartinha de apresentação e a listagem das máquinas e serviços.

Impresso antes de abrir.

Ontem chegou em minhas mãos, o material de uma gráfica – que até então prefiro não citar o nome – vendendo a idéia de ser uma empresa reciclável e ecológicamente responsável. A primeira vista tudo OK: formato fechado 20 x 20 cm impresso em policromia (4×4 – CMYK),  conceito “eco” todo pensado (uma mão segurando um montinho de terra com uma árvore nascendo), selo de reciclado no verso, material fechado nas dobras, sem uso de cola quente. No interior a tal cartinha de apresentação com 19 x 19 cm, um postal de 14 x 9 cm e uma tabela de aproveitamento de papel com as folhas 89 x 117 cm, 76 x 112 cm, 66 x 96 cm e 64 x 88 cm. Hum…., pensei eu!

De primeira não percebi as reais intenções do material.

Abri todo material, espalhei na mesa e mais uma vez vi a grande jogada que começou a pintar ultimamente: todo mundo quer ser verde! Os fornecedores começaram a perceber a demanda pelo ecodesign, a impressão limpa, o sustentável, e como o tilintar das moedas começou a ecoar mais alto, todo mundo quer por o seu pézinho em Gaia.

O kit completo: pasta, posta, carta de apresentação e tabela de corte.

Analisando o material: plastificação e textura reciclada

O kit promocional bate de frente com a proposta de vender a gráfica como uma opção ecológica e o fuzilamento do próprio pé continuou com a análise do kit.

Todos os impressos estavam plastificados e impressos em 4×4 (CMYK), a salvo a tabela de aproveitamento de papel, que impressa em papel off-set, 2 cores e 1 dobra, era a mais pertinente. Ainda assim poderia ser impressa em uma cor, o que não diminuiria em nada o projeto.

A carta de apresentação, em “papel reciclato”, tinha um detalhe curioso: a logo da empresa apresentava uma grande área branca. Adesivo? Um calço com tinta branca? Não! Ela estava lá branquinha, limpinha como um digno couché texturizado com reciclado. A malandragem usada muitas vezes em anúncios e impressos em geral, dava as caras novamente. A não ser que já tenham lançado um papel reciclado com um lado “sujo” e o outro branco, fica difícil acreditar!

Detalhe do "papel reciclado" branco.

O postal que repetia as informações da carta poderia ter sido eliminado do kit. O verso, com uma foto de um bucólico bosque de árvores nativas, ajudava na queimada de filme com os seguintes dizeres: “100% do papel utilizado pela XXX Gráfica é reciclado ou provém de floresta plantada”. Não acredito que estejam usando o papel Silprint e até onde sei todas as árvores são plantadas. Escreveu, não leu, o pau comeu!

O último material analisado foi a embalagem de envio. As soluções mais usuais para oferecer maior proteção e durabilidade aos impressos é laminação, plastificação ou o uso de sacos plásticos. Nesse caso optou-se pela plastificação e o aumento da gramatura e ao menos não houve o uso de sacos plásticos. Já o fechamento da peça foi feito com um selinho adesivo plastificado e impresso em policromia pareceu ser uma opção rápida. Vale lembrar que há muitas opções de fechamento sem o uso de colas, utilizando dobras e encaixes.

Greewashing?

Greenwashing funciona mais ou menos assim: o sujeito vai lá, planta uma árvore, cortar dez e divulga que ajuda o meio ambiente porque plantou uma, omitindo o corte das dez. Trata-se do uso de idéias ambientais para construção de uma imagem pública positiva de “amigo do meio ambiente”, não é condizente com a real gestão, negativa e causadora de degradação ambiental.”

Na Wikipédia, “Greenwashing (traduzido geralmente como “branqueamento ecológico”) é um termo utilizado para designar um procedimento de marketing utilizado por uma organização (empresa, governo, etc) com o objectivo de dar à opinião pública uma imagem ecologicamente responsável dos seus serviços ou produtos, ou mesmo da própria organização. Neste caso, a organização tem, porém, uma actuação contrária aos interesses e bens ambientais“.

Um post bem interessante sobre greenwashing no blog Faça a sua parte fala de maneira abrangente sobre a prática e cita vários links legais. Outro post que curti foi o “Nem tão responsáveis assim” no blog ComCiência, onde é citada a dissertação de mestrado da bióloga Ana Flávia Ferro, demosntrando que algumas empresas brasileiras têm adotado essa prática como um diferencial que gera vantagens competitivas.

Um outro lado da moeda é o greenhushing onde as empresas, com medo de serem taxadas de marketeiras, não publicam suas ações ambientais, o que pode acabar sendo tão danoso quanto a mentira verde. Para quem sabe inglês, segue o link para o post sobre greehushing no TreeHugger.

Para finalizar fica a pergunta: você acha que deveria postar as imagens do kit da gráfica sem omitir a logo deles?

PENSE: Invés de grampear folhas dos layouts, utilize clipes que podem ser reutilizáveis.

Vitor Paper – O papel feito de plásticos reaproveitados

Saiu em 3/11/09, uma reportagem no site da Época Negócios sobre um papel feito de dejetos plásticos. Trata-se do Vitopaper, um papel sintético feito de lixo plástico, mas “com aparência e toque do papel-cuchê”.

O site apresenta uma visão geral do papel, suas qualidades e usos. A animação do processo produtivo assusta num primeiro momento mas é fácil de assimilar.

” Os filmes de BOPP Vitopel são recicláveis, podendo ser reutilizados na produção de diversos artefatos.Durante o processo produtivo do BOPP Vitopel não há emissão de gases nocivos nem o descarte de resíduos sólidos no ambiente. As embalagens convertidas a partir de filmes de BOPP podem ser recicladas, desde que os insumos agregados durante a conversão sejam adequados, pela origem e quantidade empregada.O processo de queima (incineração) das embalagens pode ser utilizado para recuperação de energia por meio da geração de calor em caldeira, seja para uso do vapor ou para a geração de energia elétrica.”

Vamos verificar. Até breve.

Observe! Quando ficar até depois do expediente, perceba como várias pessoas esquecem de desligar o monitor antes de ir embora.