17 milhões de toneladas de CO2 por email


No mês passado recebi de um amigo uma matéria da BBC sobre as emissões de carbono provenientes do envio de emails de SPAM. O estudo feito pela IFC Internacional, McAfee e o analista independente de spam Richi Jennings, estimou que diariamente são enviados 62 trilhões de emails em todo o mundo, o que acarreta uma emissão de 17 milhões de toneladas de carbono.

O estudo mostra ainda que um profissional gera 131 kg de CO2/ano e 22% deste número é relacionado a spam. Sendo 80% do uso de energia usados na busca por emails legítimos e no apagar do considerado indevido. De acordo com a IFC, o uso de filtros anti-spam poderia reduziria emails indesejados em até 75%, o equivalente a deixar 2,3 milhões de carros fora das ruas e consequentemente o gasto de energia. Segundo Richi Jennings, que ajudou na produção do relatório, os valores são baseados no uso extra de energia utilizada para cuidar dos emails spam.

O assunto começou quando Alex Wissner-Gross, físico da universidade de Harvard, disse ao site CNET que uma busca no Google a partir de um computador pessoal gastaria o equivalente a 7 gramas de CO2, ou seja, duas buscas dariam para ferver uma chaleira de água. Tudo isso foi baseado no consumo de energia e no gasto de usuários comuns.

O que isso me fez pensar?

Primeiramente que nós consumimos demais. De tudo! Vivemos e crescemos incentivados pela compra e aquisição de bens assim como o acúmulo de informações. Procuramos de tudo, pesquisamos, imprimimos, salvamos e baixamos coisas demais. Muitas vezes além daquilo que podemos consumir.

Tenho claro  que não vamos deixar de pesquisar no Google pensando nos créditos de carbono ou se os processadores da Google Inc. estarão sobrecarregados ou fervendo, mas pensando mais a fundo deixo 4 possíveis idéias para reduzirmos um pouco esses números.

1) SEO e W3C

Pode parecer papo de avarento, mas otimizando nossos sites e adaptando-os aos padrões do W3C, além de conseguirmos melhor posicionamento de um site em uma página de resultados e tornarmos o projeto multiplataforma, reduzirmos drasticamente o peso total em kb, facilitamos as buscas, o carregamento do site, e consequentemente, gastamos menos energia, ou seja, os tais créditos de carbono.

2) Tratamento de imagens

Por incrível que pareça vejo muitos sites com imagens extremamente pesadas ou fora dos padrões web, como: lineatura – dpi – acima de 72, imagens enomes redimensionadas, etc. A maioria dos desenvolvedores web sabem destes padrões mas acaba que o bicho pega quando os famosos  “sobrinhos” vulgo “profissionais despreparados” se metem a fazer os websites dos “clientes”. E é uma enxurrada de erros.

3) Evite informação desnecessária

Quem nunca entrou naquele site que tem uma animação pesadíssima em flash ou várias imagens lindas que não agregam nada (nada mesmo!) ao projeto? Mesmo com a internet de banda larga, dia vejo cada vez menos o uso das famosas aberturas em flash que eram um porre para a funcionalidade que buscamos (acesso à informação) e pareciam comemoração de final de Copa do Mundo: após passar o frenesi so restava sujeira e gastos. Não que eu esteja recrimindo o design e nem impondo sites onde apague-se o CSS, mas vale a pena pensar a cada projeto, se é realmente necessário que a marca do cliente venha embutida dentro de um vídeo de 5 mb que mostra apenas um brilho de aço escovado.

4) Pare de pesquisar na internet e saia da frente do computador.

Atualmente essa é uma das coisas mais difíceis a se fazer. A internet substituiu a televisão, o jornal, o telefone, as conversas, os filmes na locadora, as horas sentado ouvindo e apreciando uma boa música e outras atividades que antes nos faziam espairecer e nos divertir.  Pegue sua bicicleita e faça mais exercícios, arrume o seu quarto, vá passear, pegue uma prainha, ande pela rua, converse com pessoas. A informação continua nas ruas, nos livros, na cabeça das outras pessoas e em várias fontes analógicas. Mexa-se! Gaste sua própria energia ao invés de gastar a elétrica. É bom para você e para o meio ambiente.

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Para fechar um vídeo do Richi Jennings para a CNN.

Conto com a contribuição de quem quiser melhorar o texto e dar novas ideias para aprimorarmos nosso uso digital e melhorar nossa passagem pela Terra.

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One response to this post.

  1. Posted by vitor lima on 06/05/2009 at 14:21

    excelente ponto… é importante um certo critério na hora de pensar web, pois há uma dificuldade natural em associar o digital (intangível) à questão da sustentabilidade… é mais fácil pensar em papel reciclado e afins. Certamente, os profissionais de internet, htmlers principalmente, terão uma importante participação nessa nova “tendência”… quem sabe não seja essa uma grande oportunidade profissional, inclusive.

    Responder

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